Se você é uma pessoa, que está buscando, uma forma de conseguir obter alguma renda a mais, mais do que a que você já tem, aqui você encontrará algumas formas de ganhar dinheiro.
São algumas formas que vão te ajudar de forma progressiva, desde a mais irrisória, que você possa fazer. Quem, no mundo de hoje, chega ao final do mês com algum dinheiro sobrando? Quase ninguém. Muitas vezes, o mês está na metade e as contas ainda não acabaram de chegar e você não tem mais dinheiro.A principio lhes digo...
Qualquer esforço que você fizer, é sempre válido.
MATURIDADE FINANCEIRA
O objetivo de se educar em relação ao dinheiro, deve ser o de levá-los a atingir a maturidade financeira, ou seja, a capacidade de adiar os desejos, em função de futuros benefícios. Nossa natureza é buscar a satisfação imediata a todos os desejos e necessidade. Para vencer essa barreira, a educação financeira deve insinuar-se desde o primeiro dia a que você decidir acabar com as dívidas. Não se deixe abater pelo desanimo, lute até conseguir a vitória pela vida, pois luta é sinônimo de satisfação.
Trabalho também é sinônimo de prazer, alegria e honestidade, portanto acione sua mente, conduzindo ao ápice da alegria.
Um orçamento é um plano que ajuda você determinar e controlar os gastos. Se suas despesas são muito altas ou se você quer investir mais, reveja seu orçamento pessoal e identifique e veja onde você, pode cortar gastos. Quanto mais simples e realista for seu orçamento, maior será a chance de você controlá-lo. O canhoto do seu talão de cheque, os papeis dos cartões de crédito, podem lhe dar muitas informações a respeito dos seus gastos, mais você poderá se confundir um pouco para identificar despesas pagas com cartão de credito ou dinheiro. Por exemplo, você pode não saber quanto vai gastar na feira ou no cinema. Há um jeito fácil de resolver isso.
Passe alguns meses anotando tudo o que você paga com dinheiro ou cartão de crédito, faça o registro no ato, logo depois de pagar as despesas. Ao final de cada mês, você poderá se valer de bloco de notas e do talão de cheques, para fazer uma estimativa realista de quanto poderá dispor mensalmente para marcar com suas despesas.
MONTE UMA ESTRATÉGIA
Estratégia é a arte e a sabedoria para tratar com as questões de conflito. Decisões para atingir os objetivos propostos em situação de incerteza. Agregar os recursos certos e usá-los do modo certo, fazer as coisas realmente importantes para que os objetivos sejam atingidos. A falta de objetivos definidos, traz consigo a dispersão do esforço, a falta do sentido de prioridade, a falta da noção do real valor das coisas. Cada força individualmente não pode ser menosprezada.
Quem não está satisfeito com sua situação é mais sujeito ao risco, pois, fazendo um balanço, a possibilidade de ganhar é maior. Quem está ganhando tenta defender sua posição e não quer arriscar.
Infelizmente, como a vida é feita de mudanças, quem menos se mexe é quem mais se torna distante da realidade que muda a sua volta.
O dia tem 24 horas, digamos que você trabalhe 8 horas por dia e enfrenta trânsito para voltar para casa. Enquanto você esta no trânsito, parado, você não poderia estar, com um papel e uma caneta ao seu lado ou até mesmo um MP3 para parar, pensar e escrever ou gravar, tudo aquilo que você precisa e poderia fazer para ter um pouco mais de dinheiro?
Porque ficar um final de semana ou feriado parado, vendo na televisão ou algo que você goste e não tira ao menos duas horinhas para pensar, em como pode fazer, para pagar isso ou conseguir um pouco mais de dinheiro.
Estão todos em casa... Vamos fazer uma reunião e ver, no que a família pode colaborar para pagar essas despesas.
A principio, vamos começar com as formas irrisórias.
Faça um orçamento mensal das despesas, dos ganhos e dos gastos e veja em que você poderia estar tirando,de excesso nos gastos, para poder pagar as despesas sem colocar mais despesas em cima.
Peça idéias. Não entre em desespero e vá pedindo para os amigos emprestados ou ao banco, que desta forma, você irá pagar a despesa, mais pode criar uma outra bem maior. Existem várias formas, de você ganhar dinheiro.
TODOS TÊM HABILIDADE COM ALGUMA COISA.
OS QUE DESISTEM SÓ TEM UMA CERTEZA: A QUE NUNCA VENCERÃO!
Outra forma que você pode ganhar um dinheiro a mais é quando alguém da sua família saiba fazer algo em termos de culinária. Sua filha ou esposa faz é uma excelente na culinária? Sabe fazer bons pratos? Alguém da sua família faz salgados ou doces? Comemos todos os dias e tambem tomamos banhos.
Isso seria muito interessante se as atividades fossem voltadas as coisas diarias. Alguém da sua família gosta de fazer artesanato? Gosta de reciclagem? Pintura em que só o use para uso próprio. Que tal fazer desse HOBBY uma outra forma de ganho?
Independente de esta ou não empregado, com baixo investimento, risco mínimo e o melhor de tudo, no conforto de sua residência.
Se você está realmente querendo criar rendas próprias, posso lhe orientar para onde e como o mercado Brasileiro cresce. Mesmo com toda essa falta de dinheiro, o bom negócio gera lucros o ano todo.
Não vendo sonhos, mas sim, idéias e soluções práticas e reais.
Existem várias formas de se economizar, mas existe uma única forma de você nunca conseguir. Se você nunca tentar. Sem tomar a iniciativa realmente não tem jeito. Mesmo tendo ou estando atrás de um novo emprego ou concurso, continue tocando sua economia. Algumas em casa mesmo e outras em escritórios.
Portanto, cabe a você tomar a decisão.
Observe que pessoas com conhecimentos bem inferiores ao seu conseguem sucesso em diversos segmentos do mercado. E você que possui inteligência e capacidade superior não possui seu próprio negócio. Isso chama - se Atitude. Fazer o que precisa ser feito. Não adianta ficar apenas pensando. Do que adianta um baú cheio de ouro no fundo do mar? Você pode ter o conhecimento que tiver mas, enquanto não tomar uma atitude, tudo será mera ilusão.
Conhecimento é poder impotencial na mão de quem não sabe usá-lo.
O pensamento somente se tornará poder quando seus pensamentos saírem do campo do pensar para o campo do Agir. Reflita e tome uma atitude. Para tentar abrir um pequeno negócio, não precisa ter um absurdo de dinheiro.Um dos segredos do sucesso é fazer mais com menos.
Analise e veja quais projetos mais se adequar ao seu perfil, financeiro, pessoal e profissional.
É simples, mas não é fácil. Lembre-se disso!
9 ERROS QUE COMETEMOS EM RELAÇAO AO DINHEIRO
1 - Investir naquilo que você não conhece
É provável que você já tenha ouvido falar de alguém que perdeu grandes quantias num negócio próprio que não deu certo ou num investimento exótico oferecido por um vendedor mal-intencionado. Pode ser que você mesmo já tenha passado por uma situação semelhante e, no final, vociferado contra o gerente do banco ou qualquer outra pessoa que o tenha estimulado a tomar aquela decisão. Infelizmente, nessas ocasiões, encontrar culpados não costuma ser recomendável para a sua saúde física e mental nem alivia o tamanho da sua perda. O erro maior, não está em ouvir a opinião de fulano ou beltrano, mas em deixar de conferir se o que se diz tem real fundamento antes de entrar numa barca furada. "Se você não for capaz de compreender em que está investindo, não o faça”. Muitas vezes, alguns investidores se empolgam com o que acreditam ser um verdadeiro "negócio da China", aquele que vai torná-los milionários em pouco tempo e sem grande esforço. Mas a verdade é que mamatas assim não existem - ou são raras, raríssimas. Por isso, antes de tomar uma decisão, é aconselhável informar-se, primeiro, sobre as características do negócio ou da aplicação nos quais você está interessado. Mergulhar em algo novo sem conhecer as suas especificidades pode ser um convite ao fracasso.
A promessa de lucros fabulosos também pode, muitas vezes, não se concretizar. Se for possível, os consultores sugerem que você procure saber com gente do ramo qual é o retorno histórico que o negócio ou a aplicação costumam dar. Quem quiser investir em boi gordo, por exemplo, deve pesquisar com as empresas do setor o rendimento que os clientes receberam em diferentes períodos. E saber quais são os fatores que podem influenciar o seu ganho (ou perda).
Não se esqueça de que o olho do dono engorda a boiada. Quem deixa a cargo de um conhecido ou de um profissional as decisões de sua empresa ou de todos seus investimentos pode abrir uma brecha para surpresas indesejáveis. Os inventários e as heranças, muitas vezes, são terreno fértil para aproveitadores. Mesmo que você acredite que um expert possa trazer melhores resultados na gestão de seu patrimônio, você será sempre a melhor pessoa para administrar o seu dinheiro.
2 - Concentrar seus investimentos em imóveis
A concentração de quase todo o patrimônio em imóveis é um dos principais erros cometidos pelos investidores brasileiros. Nossos avós costumavam dizer que um bem de raiz, como o imóvel, é o melhor investimento do mundo. E, realmente, durante a era da superinflação, ter um imóvel era uma forma eficiente e segura de proteger o dinheiro contra a desvalorização da moeda geradas pelos economistas do governo. Ao contrário do dinheiro que está no banco, o imóvel é um bem palpável, real. Você vê, os outros vêem. Além disso, viver num imóvel confortável e, de preferência, luxuoso ainda é o maior sonho de muita gente - nem que isso custe todas as suas economias. Uma família típica brasileira chega a ter 90% do patrimônio em imóveis, segundo consultores de finanças pessoais. O ideal, no entanto, seria imobilizar de 35% a, no máximo, 60% do patrimônio, contando com a sua própria casa. "O brasileiro precisa da percepção de segurança que o imóvel dá", "Mas a compra de imóveis nem sempre compensa”. É claro que, do ponto de vista do investimento, tudo depende do tipo de imóvel do qual se está falando, da região, do bairro e até do trecho da rua em que ele se localiza. Lojas, escritórios, flats, residências, sítios e fazendas são mercados muito diferentes entre si e cada um deles possui dinâmica própria. Mas, num mercado tão diversificado, existem alguns inconvenientes comuns à concentração do patrimônio em imóveis. Talvez a principal desvantagem seja a falta de liquidez. É preciso considerar também o impacto negativo da depreciação do imóvel, normalmente negligenciado pelos investidores na hora da compra. Imagine duas casas exatamente iguais, só que uma nova e outra construída há dez anos. A mais antiga estará, obviamente, mais propensa a ter problemas de encanamento, pintura, eletricidade etc. Essas coisas todas provocam uma queda progressiva no preço ao longo dos anos. Outro ponto importante: a mudança do tipo de construção e das necessidades das famílias dos profissionais liberais e das empresas. Por exemplo: um apartamento de alto padrão, há 20 anos, tinha, em geral, três dormitórios espaçosos, um banheiro com azulejado, um lavabo e apenas uma vaga na garagem. Além disso, a rua ou a região na qual o imóvel se localiza pode se desvalorizar e o proprietário ainda pode ter a surpresa desagradável de, um dia, descobrir que no terreno ao lado haverá uma escola, um hospital ou... uma discoteca. Quem pode prever? Ninguém está dizendo que a casa ou o apartamento em que você mora com a família não precisa ser seu. Mas, uma vez realizado o sonho da casa própria, comprar outro imóvel nem sempre está entre as melhores opções de investimento. Com o dinheiro "empatado" em imóveis, o investidor deixa de ganhar com sua aplicação no mercado financeiro. Pode parecer algo desprezível, mas não é. Historicamente os aluguéis residenciais rendem cerca de 1%. Mas, como o mercado não está aquecido, o preço do aluguel mensal de uma residência varia hoje, em média, de 0,6% a 0,8% do valor do imóvel. No caso de um apartamento de R$ 100.000,00, por exemplo, a renda anual do proprietário ficaria entre R$7.200,00 e R$ 9.600,00 por ano. Isso é mais ou menos o que o investidor ganharia se aplicasse os mesmos R$ 100.000,00 no mercado financeiro, sem correr risco algum. Num imóvel alugado, pode acontecer de o inquilino não cuidar bem da propriedade, atrasar o pagamento ou até mesmo ficar inadimplente. Há também a possibilidade de o imóvel ficar desocupado por um longo período. Nesse caso, em vez de uma fonte de renda, o imóvel torna-se uma torneira de despesas. O proprietário precisa arcar com os custos do condomínio (no caso de um apartamento), de manutenção (se for uma casa) e do imposto predial. O total de despesas pode chegar a milhares de reais por ano a fundo perdido.
3 - Não ter uma reserva para emergências
Você gasta tudo o que ganha mensalmente e não tem uma reserva, por menor que seja, no banco? Se a resposta for positiva, cuidado! Você pode estar no fio da navalha. O que você faria se precisasse de um dinheiro extra para cobrir acidentes de percurso: uma doença, um falecimento na família, uma demissão ou um período de entressafra no seu negócio? Provavelmente, ficaria na mão ou teria de recorrer a parentes ou amigos. Ou pediria um empréstimo no banco a juros estratosféricos. Portanto, se você faz parte do time dos sem-reserva, talvez seja conveniente começar a formá-la. Em princípio, essa poupança deve ser feita para não ser usada. Mas, se for preciso, ela estará lá.
Segundo os especialistas, essa reserva não deve ser misturada com a sua poupança de longo prazo. Deve ficar numa conta à parte. Como ela pode ser necessária quando você menos espera, é recomendável que esteja investida em aplicações de alta liquidez, ou seja, que permitam resgate a qualquer hora, como a velha caderneta de poupança ou um fundo de renda fixa. O objetivo aqui não é conseguir a melhor rentabilidade do mercado. Apenas preservar o valor do dinheiro. "Para a pessoa física, manter uma reserva para emergências é uma obrigação, assim como uma empresa não pode viver sem capital de giro". E qual é o valor que você deve poupar para cobrir gastos inesperados? Geralmente dizem que é preciso guardar o equivalente a, no mínimo, seis meses de despesas familiares. Ou seja, se sua família gasta R$ 3.000 por mês com alimentação, moradia e serviços essenciais - como água, luz e telefone -, a reserva deveria somar, ao menos, R$ 18.000. Mas, na vida real, a conta nem sempre é igual para todos. Quem não possui um seguro de vida, por exemplo, precisará poupar um capital adicional para cobrir as necessidades de sua família se acontecer um imprevisto. Nesse caso, a reserva deve ser suficiente para garantir o sustento da família por um período que gira em torno de dois anos. E a renda mensal usada como base do cálculo deve levar em conta que as despesas serão menores, caso você lhes falte. Se o desemprego lhe parecer uma situação remota, é possível reduzir o valor da reserva. Quem está em ascensão na carreira, faz cursos de atualização na sua área profissional e acredita que, no caso de ser demitido, não ficaria sem trabalho por mais de três meses, pode pensar em diminuir o valor citado acima para r$ 9.000. "O emprego é uma questão de mercado e de quanto você aceita ganhar".
No caso do profissional autônomo, é preciso levar em conta que qualquer lesão que o impossibilite de trabalhar provocará uma redução imediata na renda da família.
4- Perder o controle das dívidas
Ficar no vermelho por causa de uma emergência ou de um descuido eventual não é demérito para ninguém. O crédito bancário existe exatamente para isso. Mas pagar juros no cartão de crédito ou no cheque especial com freqüência é, obviamente, um erro drástico. Seja simplesmente pelo fato de se gastar mais do que se ganha, seja por não querer sacar o dinheiro aplicado no banco. Não há investimento que compense os juros exorbitantes do cheque especial e do cartão de crédito, os maiores do mercado, hoje na faixa de 9% ao mês. A essas taxas, uma dívida dobra de valor em apenas oito meses. Imagine, por exemplo, que você pagaria, em média, r$ 450,00 de juros por mês ao banco se tivesse com um saldo devedor no cheque especial de r$ 5.000 durante o mês inteiro. Se a sua renda líquida mensal fosse de r$ 3.000, isso representaria 15% do seu ganho total. Trata-se de um dinheiro que poderia ir para a poupança ou custear os prazeres da vida. Num ano, numa conta grosseira, isso representaria R$ 5.400,00, ou seja, o equivalente a quase dois meses de salário! Muita gente incorpora o limite de crédito dado por bancos e administradoras de cartões como parte da renda familiar. Às vezes, ao juntar todas essas facilidades, a capacidade de compra pode até dobrar. O cliente fica com a sensação equivocada de poder consumir mais, sem se dar conta de que, na prática, ao usar boa parte de sua renda para o pagamento de juros, estará diminuído o seu padrão de vida. Algumas famílias, ao perceber que ultrapassaram seus limites de crédito, vão além: decidem vender terrenos, imóveis, carros e outros bens para solucionar seus problemas financeiros. Isso pode até ajudá-las a sair do sufoco. E é mesmo preferível usar esse capital para pagar dívidas com taxas de juro elevadas a continuar no vermelho. Mas de nada adiantará vender os bens para liquidar as dívidas se não houver um corte nos gastos, pois o problema reaparecerá a médio prazo.
5 - Dar importância às grandes decisões e menosprezar
Quase todo mundo costuma se preocupar com os grandes gastos, como a compra de um carro ou de um imóvel, mas acaba se esquecendo das pequenas despesas do dia-a-dia. Não há dúvida de que um negócio de R$ 20.000,OO; R$ 50.000,00 ou R$ 100.000,00 pode afetar o orçamento de qualquer um. Mas quantas operações desse porte alguém fará no ano ou na vida? Uma? Talvez duas? Três? Certamente, para a maioria, não muitas vezes mais. Mas, quando o que está em pauta são as compras no supermercado, a coisa muda de figura. Como as compras, em geral, são semanais ou mensais, cada ida ao supermercado oferece uma infinidade de possibilidades de economizar preciosos trocados. Quem conseguir economizar .
R$ 10 uma vez por semana a cada ida ao supermercado terá acumulado no final de um ano R$ 540,00, o suficiente para passar, no mínimo, dois fins de semana com a família na praia. O mesmo princípio vale para as idas ao restaurante, à padaria, a consultas médicas e a outras atividades corriqueiras. "O importante não é poupar muito, mas poupar sempre". É claro que ninguém vai quebrar porque paga uma tarifa de R$ 20,00 por um pacote de serviços de um banco, enquanto poderia estar gastando apenas 5 reais em outra instituição. Ou até na mesma, muitas vezes, dependendo do pacote de serviços que contratar. Mas, ao longo de um ano, esses R$ 15,00 de diferença se transformarão em R$ 180,00. E se você somar os R$ 180,00 que poderiam ser economizados em tarifas bancárias com os R$ 540,00 do supermercado, já seriam R$ 720,00 num ano. Isso para ficar em apenas dois exemplos banais. A compulsão pelas compras com cheque pré-datado, essa instituição nacional que se popularizou na era da superinflação, é mais uma armadilha que consome valiosos reais que poderiam estar reforçando sua poupança. Muita gente pensa que um desconto de 5% nas compras à vista é desprezível. Mas é preciso levar em conta que, num cenário de economia relativamente estável como o atual, representa muito. A maioria das aplicações financeiras hoje em dia não rende nem 1% ao mês. O mesmo vale para os pagamentos em três, quatro, cinco ou até dez vezes "sem juros" oferecidos por muitas lojas. O dinheiro, como qualquer outra mercadoria, tem um custo, e nenhum comerciante, absolutamente nenhum, vai cobri-lo para você de graça. Na verdade, o que costuma acontecer nesses casos é que o lojista, que deveria viver da venda de suas mercadorias, acaba atuando como se fosse um banqueiro. Com a diferença de que você acha que ele está sendo "bonzinho".
6 - Não seguir os objetivos financeiros que você mesmo definiu
Você decide economizar para comprar um apartamento. No meio do caminho, não resiste a uma promoção tentadora e desvia aquele suado dinheiro para a compra de um carro. Resultado: tem de recomeçar do zero a poupança para o apartamento. E sejamos sinceros: se a cada novo impulso consumista você deixar de lado o apartamento, dificilmente vai conseguir comprá-lo. O mesmo raciocínio vale para a simples compra de um computador, a tão sonhada temporada no exterior ou aquela renda complementar para aproveitar tranqüilamente a aposentadoria. Por falta de disciplina, muita gente não estabelece prioridades em seus objetivos e acaba desviando seu foco de atenção daquilo que realmente importa. A maioria das pessoas não traça planos nem sequer controla seus hábitos de consumo. Simplesmente sai gastando sem se planejar, endivida-se além da conta e depois reclama que não ganha o suficiente. A culpa, como sempre, sobra para o patrão. De acordo com os consultores, a palavra-chave para se ater às suas prioridades é disciplina. Sem ela, fica difícil conseguir realizar qualquer um de seus sonhos. E disciplina significa, quase sempre, poupar, fazer uma reserva para alcançar seus objetivos, separar uma parte da sua renda mensal, de 10% a 20%, para aplicar e esquecer que esse dinheiro existe. Os especialistas recomendam ter uma conta para o dia-a-dia, outra para objetivos de médio prazo, como uma viagem, e uma terceira para metas de prazo mais longo, como a aposentadoria e a poupança para a faculdade de seus filhos. Embora muita gente acredite que é preciso estar bem de vida para conseguir economizar alguma coisa, o hábito de poupar, independe da sua renda. É muito mais uma questão de atitude, que pode ser incorporada ao cotidiano de qualquer um. Tem gente que ganha pouco e consegue guardar seu rico dinheirinho. Outras pessoas, que recebem verdadeiras fortunas, gastam absolutamente tudo. Isso quando não entram no cheque especial. "Um dos grandes erros do brasileiro é investir apenas o que sobra no final do mês e não ter disciplina de guardar um pouco de seu dinheiro com regularidade".
7 - Usar mais a emoção do que a razão na hora de investir
Eis aqui outro erro clássico do brasileiro. É difícil, mas é fundamental deixar a emoção de lado na hora de aplicar seu dinheiro. "O investimento deve ser racional", afirma o investidor americano Warren Buffet. Em razão do sucesso de Buffet, o segundo homem mais rico dos Estados Unidos, sua afirmação pode e deve ser vista como uma espécie de mantra por qualquer aplicador do planeta. Em geral, por medo ou desconhecimento, as pessoas agem precipitadamente e acabam perdendo dinheiro por isso. "Para se sentir livre em relação ao dinheiro, é essencial perder o medo que se tem dele", diz Suze Orman. O mercado acionário costuma ser um dos melhores testes para avaliar o lado emocional dos investidores. O sobe-e-desce faz parte da dinâmica das bolsas, sujeitas a turbulências provocadas pela variação de resultado das empresas e pelas expectativas de investidores em relação ao desempenho econômico do Brasil e de outros países. Quem investe em ações sabe (ou deveria saber) que bolsa não é o lugar apropriado para cardíacos. Mesmo assim, é comum encontrar investidores que se desesperam nos piores momentos do mercado. Agem de forma emocional e tiram o dinheiro justamente quando a ação chega ao seu nível mais baixo, teoricamente o melhor momento para comprar. Se agissem racionalmente, provavelmente manteriam seus investimentos até que passasse o pânico e o cenário clareasse. "As reações emocionais causadas pela perda são enormes e muitos investidores comuns não conseguem suportá-las". Pular de galho em galho na tentativa de sempre acertar o melhor alvo também é uma atitude emocional. A probabilidade de ser bem-sucedido é mínima - nem os experts costumam conseguir essa proeza. De acordo com um estudo feito, o investidor assíduo, que aplica sempre, com consciência e sob o império da razão, tem mais chance de se dar bem do que aquele que está sempre em busca do melhor momento para entrar e sair do mercado. Obviamente, ser racional não significa ser omisso. Quem fica parado é poste. Mas muita gente acaba por avaliar seus investimentos pelo que eles eram quando foram feitos, e não pelo que valem hoje ou pelo seu potencial futuro de valorização. E isso vale para tudo, não apenas para o mercado financeiro. Um prédio no centro de São Paulo, por exemplo, poderia ser muito valioso nos anos 30, mas hoje, com a desvalorização da região, é quase um mico. Mesmo assim, muitos proprietários de escritórios na região central da cidade não se desfazem do imóvel por uma questão sentimental, seja porque o receberam de herança, seja porque passaram boa parte de suas vidas por lá. "As pessoas casam com o mau resultado para não admitir que erraram".
8 - Não correr riscos
Desde pequeno, todo mundo aprendeu a evitar riscos. "Cuidado com o escorregador, não brinque perto do carro", diziam e dizem as mamães. A lição começou em casa, continuou na escola e entrou na vida das pessoas - a insegurança, o medo de trocar o certo pelo duvidoso, ainda é muito forte para a maioria, principalmente na carreira e nos assuntos relacionados a dinheiro. Não é raro encontrar quem se acomode numa posição na qual o salário não parece bom e o trabalho não satisfaz. Afinal, para que arriscar? "É difícil evoluir profissionalmente sem correr riscos". "Na carreira, assim como nos investimentos, as grandes oportunidades embutem risco, por isso as recompensas são maiores", diz Velloso. Com as aplicações financeiras não é diferente. A maioria não suporta a idéia de investir suas economias e não tê-las de volta integralmente. Uma máxima do mercado financeiro, no entanto, diz justamente que, quanto maior for o risco de uma aplicação, maior a possibilidade de ganho. "Essencialmente, toda decisão que nós tomamos é um risco, de uma forma ou de outra". Talvez convenha aprender a gerenciar o risco, em vez de evitá-lo. No dia-a-dia, já fazemos isso sem nos dar conta. Quando deixamos de ir a um caixa eletrônico à noite, num lugar escuro, por exemplo, estamos minimizando o risco de ser assaltados. Se não fizermos esportes radicais, também teremos menor probabilidade de morrer ou de nos acidentar. Que tal aplicar esse princípio para fazer a gestão de risco de seus investimentos? Ao diversificar as suas aplicações, por exemplo, você poderá diminuir o risco de ver o seu patrimônio minguar. "A idéia do gerenciamento de riscos é não ser surpreendido,Se estiver errado, não quero ser eliminado, quero estar seguro de que vou sobreviver”.
9. Não levar em conta a inflação, por menor que ela seja.
Quando se fala em investimento, um dos maiores erros que se podem cometer é desprezar a inflação, independentemente de ela ser alta ou baixa. A inflação pode anular parte ou todo o ganho que o investidor acredita estar obtendo com uma aplicação financeira. Principalmente quando o que está em pauta é uma poupança de longo prazo, seja para custear a sua aposentadoria, seja para pagar a faculdade das crianças dentro de alguns anos. Muita gente tem conseguido até se planejar para realizar objetivos futuros. Mas nem por isso a inflação deve ser desprezada por qualquer investidor digno do nome. Mesmo nos Estados Unidos, onde a inflação está hoje na casa dos 2% ou 3% ao ano, essa é uma questão que merece atenção dos consultores mais respeitados do mercado. Aqui, desde que a superinflação foi domada, muitos investidores praticamente a esqueceram. Só que, mesmo em patamares civilizados, ela continua presente. E é melhor contar com ela na hora de aplicar o seu dinheiro do que ignorar sua existência. Basta ir à padaria ou ao supermercado e conferir. No ano passado, em dois meses, a poupança chegou a render menos que a inflação. A longo prazo, se isso se repetir muitas vezes, pode ser algo fatal para suas economias. A tendência é que a inflação continue sob controle. Ao menos é o que se espera. Mas a recente desvalorização cambial mostra que nem tudo pode ser previsto. Para se garantir, é importante, sempre, levar em conta o rendimento real, ou seja, descontado da inflação, de seus investimentos. Muitas vezes, ao descontar os impostos e a inflação, os ganhos que você julgava extraordinários são mínimos e, em alguns casos, até inexistentes. Isso significa que, em termos reais, o investidor está perdendo dinheiro ou diminuindo o seu patrimônio. "A única maneira realmente efetiva para resguardar o valor das aplicações é obter um rendimento maior do que a taxa inflacionária do período em que você está aplicando seu capital".