ANO NOVO E PROBLEMAS VELHOS

Em nenhuma outra época do ano, talvez, nós, maravilhosos e inteligentes seres humanos, sejamos tão mentirosos quanto somos em seu fim e no início imediato do ano seguinte. Como crianças grandes, ficamos brincando de reveillon. Vestimos roupas diferentes. Comemos e bebemos coisas diferentes. Fazemos coisas diferentes e, o mais interessante, dizemos para nós mesmas coisas diferentes. Mas, passada a meia-noite do dia trinta e um de dezembro, lá estamos nós todos,outra vez fazendo, vestindo, comendo e bebendo, e, principalmente, dizendo tudo exatamente como fazíamos no ano que acabou de terminar. Por que precisamos deste processo se já sabemos, antecipadamente, que nada daquilo que ficamos nos dizendo irá realmente acontecer, ou seja, nada daquilo será realmente feito?


Se você deseja fazer algo fácil, lucrativo e que não precise de um investimento muito alto, comece a confeccionar cachecois, sapatinhos, mantas. Um simples produto vira um presente sofisticado.

Muita gente erra. E não é difícil entender por que isso acontece. Decisões relacionadas a dinheiro geralmente são complexas e envolvem o lado emocional das pessoas. Um grande passo mal dado ou uma sucessão de equívocos menores pode colocar tudo a perder.

Os enganos podem começar pelas pequenas economias que deixam de ser feitas no dia-a-dia, passar pela falta de informação na hora de aplicar o dinheiro que sobra e chegar às grandes decisões, como a compra de um imóvel ou a abertura de um negócio próprio. Mesmo o investimento em imóveis, tido como um negócio incondicionalmente lucrativo, pode não trazer o retorno esperado.

Endividar-se além das possibilidades também está entre os maiores pecados financeiros que se podem cometer.

Muita gente ainda pensa como nos tempos de inflação alta, em que o importante era a sobrevivência imediata e acaba por tomar decisões erradas. "Não há problema em cometer erros, isso acontece até com os especialistas". "Mas você realmente terá dificuldades se não aprender com eles ou se continuar a cometer os mesmos erros um dia depois do outro. Melhor ainda do que aprender com os próprios erros, é poder antecipar-se e conhecer os erros dos outros para não repeti-los.